Que ouço, e doem os ouvidos
Me machucam, ferem os sentidos
Ainda que tenham passado, por mim,
Os caminhos que me doem os pés
Há cheiros que, no ar, se propagam
Provocam vivas sensações
E ao sentir, em mim, resquícios
Lembranças, vontades de antigos vícios,
Se ferem emoções.
As vidas, que continuam,
E o tempo que ficou pra trás
E os sóis, as luas, os mares
As praias, noites, dias
São retratos de mim,
Perdidos nos ares!
Rodando, sumindo, levando as alegrias
Que outrora não via assim...
O que perdi por caminhar, errante
Ao longo dos mais vivos caminhos
Não sei
Mas tenho tão grande vontade
De sumir com a irritante saudade
Que sei que vai além da temporária satisfação
Ganhei, pra toda vida, esperança
De saber em que, por que, errei