YayBlogger.com
BLOGGER TEMPLATES

domingo, 16 de setembro de 2012

Diz que fui por aí...

Acho que talvez esteja me tornando uma daquelas pessoas que dorme pouco. Não por querer, longe de mim, mas por simplesmente ter tanta coisa passando pela cabeça a tanta velocidade que meu corpo sente a vontade de despertar sem antes ter concluído seu descanso. Às vezes sinto como se o mundo tivesse todo passando por mim e eu tivesse que absorver e aprender tudo que acontece. Parece que há muito sendo e existindo e agindo nessa existência, enquanto eu sento aqui refletindo sobre a eterna vastidão do universo, pintando minhas unhas. Será que há mais que eu deveria fazer? Menos, talvez? Menos medo de fazer parte desse mundo que é cheio de coisas que acontecem sem que planejemos ou esperemos. Menos medo de acordar de madrugada e encontrar a escuridão, ou de sair ao sol sem rumo. Ser é muito breve para perder precioso tempo preocupando com horas de sono. Tá que o plano era dormir por oito horas... As coisas não têm que obedecer ao meu planejamento e eu, por mais que tente, não consigo planejar metade do que eu queria que fosse. E daí? Navegar é preciso, viver não é preciso. Só necessário.

sábado, 17 de março de 2012

Pino

Ultimamente tenho feito tantas coisas, andado tão ocupada e me ocupando em estar a par das coisas que acontecem ao meu redor. Tenho visto tantas pessoas e passado tempo pensando em como ser uma versão mais elaborada de mim mesma. Tenho estado em tantos lugares, mudado intenções e conceitos e refletido demoradamente acerca de tudo. E ainda assim, cá estou eu, num sábado a noite, entre as quatro paredes do meu quarto. E pior ainda, presa entre os limites que me imponho, limites do que eu acho e do que eu sinto. Apesar de tanto tudo de novo e de velho e de agora que me tem ocorrido, continuo no mesmo lugar. É tão difícil assim avançar uma casinha no jogo da existência?

sexta-feira, 9 de março de 2012

Possibilidade do inotável

Tem dias em que tudo é muito externo. Todas as emoções estão muito à flor da pele, todas as vontades estão extremamente claras e todas as oportunidades muito visíveis. Em dias como esses, as palavras brotam fácil e há intermináveis motivos e pensamentos para se escrever. Nem sempre é assim... Tem outros momentos que simplesmente te deixam em autopiloto, seguindo pela existência sem registrar verdadeiro conhecimento do que se passa. Ou ainda dias em que a percepção está ali, mas nada parece digno de comentário. É aí que deixamos passar, imperceptivelmente, as pequenas notabilidades da vida. O vento repentino que sopra o cabelo quando caminhando pela rua de manhã. A sensação reconfortante de encontrar as pessoas que se conhece e aprecia. O gostinho do café barato comprado na padaria, ou o calor que emana quando o sol se põe e colore o céu. Essas são as coisas que verdadeiramente merecem ser notadas, os momentos em que mais se deveria deixar as palavras fluir... Apenas por que elas podem.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Ação e reação

Deixei passar um tempo sem palavras... Não que eu nas as tivesse em mente, nem as quisesse escrever. Simplesmente deixei alguns pensamentos livres, algumas frases soltas, deixei voarem e distanciarem e se perder de mim. A verdade é que nem tudo que se pensa é exatamente memorável, nem toda escolha é a exatamente correta. Às vezes, fazemos coisas apenas para não não fazermos. Há momentos em que a razão escapa por um pouco, momentos em que se age por instinto ou por impulso ou simplesmente sem motivo. E depois, há repercussões, consequências e necessidades a serem vistas, sofridas e atendidas. A vida é nada mais que uma série de ocorrências. Coisas que refreamos, coisas que deixamos acontecer. E depois vivendo com o que cada ação nos traz ou deixa de trazer, e tentando nos convencer de que estamos fazendo o melhor possível.