sábado, 17 de março de 2012
Pino
Ultimamente tenho feito tantas coisas, andado tão ocupada e me ocupando em estar a par das coisas que acontecem ao meu redor. Tenho visto tantas pessoas e passado tempo pensando em como ser uma versão mais elaborada de mim mesma. Tenho estado em tantos lugares, mudado intenções e conceitos e refletido demoradamente acerca de tudo. E ainda assim, cá estou eu, num sábado a noite, entre as quatro paredes do meu quarto. E pior ainda, presa entre os limites que me imponho, limites do que eu acho e do que eu sinto. Apesar de tanto tudo de novo e de velho e de agora que me tem ocorrido, continuo no mesmo lugar. É tão difícil assim avançar uma casinha no jogo da existência?
sexta-feira, 9 de março de 2012
Possibilidade do inotável
Tem dias em que tudo é muito externo. Todas as emoções estão muito à flor da pele, todas as vontades estão extremamente claras e todas as oportunidades muito visíveis. Em dias como esses, as palavras brotam fácil e há intermináveis motivos e pensamentos para se escrever. Nem sempre é assim... Tem outros momentos que simplesmente te deixam em autopiloto, seguindo pela existência sem registrar verdadeiro conhecimento do que se passa. Ou ainda dias em que a percepção está ali, mas nada parece digno de comentário. É aí que deixamos passar, imperceptivelmente, as pequenas notabilidades da vida. O vento repentino que sopra o cabelo quando caminhando pela rua de manhã. A sensação reconfortante de encontrar as pessoas que se conhece e aprecia. O gostinho do café barato comprado na padaria, ou o calor que emana quando o sol se põe e colore o céu. Essas são as coisas que verdadeiramente merecem ser notadas, os momentos em que mais se deveria deixar as palavras fluir... Apenas por que elas podem.
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