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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

In the dark.

Apesar de tanto tudo que se vê todo dia, que se sente passando pelas ruas, que se percebe no rosto das pessoas e até mesmo no balanço das árvores, há dias em que acordo com um vazio em mim para qual não sei se há preenchimento. É uma sensação estranha, é uma confusão interna, um muito nada que me toma por completo. Não sei ao certo de onde vem. Não dá aviso prévio, só incômodo profundo. É incrível, tem tantas palavras, tantos desenhos, tantas melodias, tanta felicidade e expressão de emoção e vida ao alcance da mão, e eu aqui, nesse vazio, sem ser parte disso. Só há, pra mim, agora, uma sombra de existência.

domingo, 25 de setembro de 2011

Unexpected

Olha, tem coisas que você realmente não espera. Coisas que vêm do nada, surpreendem e exigem reação. Tem interações inesperadas, conversas aleatórias, comunicados surpreendentes. Tem coisas que te fazem questionar sua posição no mundo, pessoas que conseguem fazer isso mesmo sem tentar. Há tanto que pode te mover, que pode te tocar de uma forma tão indeterminada e não premeditada. E mesmo que sem intenção prévia, tem muito que pode te destruir, simplesmente por acontecer. E muito que te alivia, que te felicita, que te inspira a continuar. Simplesmente por não estar acontecendo com você.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

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O passar do tempo, a convivência diária com pessoas e a observação do universo nos levam à construção de algumas pequenas convenções. Não faça com o outro o que não quer que façam com você, respeite para ser respeitado, esse tipo de coisa. E também somos levados a crer que há uma certa ordem das ações no universo, um motivo para tudo que acontece, uma lei de ação e reação. Mas chega certo ponto em que devemos confrontar a fria realidade: as pessoas agem de acordo com o que elas querem, não com o que merecemos. Nem sempre um bom dia ou um sorriso dispensado a alguém são garantia de retribuição. E não importa o quanto você fale, tente, espere, aja, faça, pense e disfarce, tem coisas e pessoas que nunca vão agir como deveriam. Que dirá agir como queríamos que elas agissem...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Video vida

Tem esperas que duram a vida toda. Tem vidas se resumem em esperar. Esperar um dia melhor, esperar o momento certo, esperar tudo acontecer apenas ver os dias passando pelos seus olhos. Tem muita espera em muito lugar, a gente tem que esperar crescer, tem que esperar entender, tem que esperar poder fazer o que a gente realmente quer. Ler o que a gente quer. Assistir o que a gente quer. Esperar a pessoa certa, no lugar certo, pelos motivos certos. A espera cansa. A espera entedia. Enquanto se espera a vida acontecer, toda ela vai embora sem nem se despedir. É preciso dar o primeiro passo, e o segundo, e seguir caminhando pra fazer acontecer o que se quer. Ou pode-se esperar, esperar, esperar, e morrer. Por que a vida não nos espera pra nada, não tem pausa, não tem stop. E quanto mais rápido dermos o play, mais rápido chegaremos ao final feliz. Ou ao meio interessante. Ou talvez somente ao foco. De qualquer forma, é preciso apertar o botão.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Alteridade

Talvez às vezes a ausência seja melhor do que a presença, a fantasia melhor que a realidade. Na falta de algo, ou de alguém, sempre se pode imaginar, criar, fantasiar e construir o que você realmente quer. Já quando algo ou alguém se faz presente, tem-se que perceber o quanto tudo é limitado, tudo é falho, tudo é humano. E nem sempre se quer realmente entender o outro. Nem sempre se quer aceitar, compreender, conviver em paz com as diferenças. Nem toda diferença é facilmente aceitável. Nem todo comportamento é tolerável. Nem todo padrão de conduta é compreensível e às vezes, acho que seria muito mais fácil viver num mundo de personagens inventados do que me render à auto invenção que envolve o dia-a-dia e os relacionamentos. "Pra viver, só se precisa de mentiras." Queria que as minhas mentiras fossem tidas como verdade, e que a teatralização do mundo seguisse meu roteiro. Creio que eu seria capaz de produzir um espetáculo extremamente vivo, extremamente satisfatório, extremamente identificável. Nesse mundo, pra quê tanta alteridade?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Lost.

Hoje estou reflexiva. Aproveitando esse meu momento espelho, quero refletir a respeito de algumas coisas que constantemente me vêm à cabeça. Queria me desculpar. Me desculpar por todos os momentos em que falei pra alguém algo que não era o que ele merecia ouvir, só o que eu queria falar. Me desculpar por ter dado importância demais a quem não me dava nenhuma e de menos a quem realmente se importava. Por todos os conselhos que eu ignorei só pra depois chorar mágoas das consequências. Por tudo que eu fiz de errado que não deveria ter feito, pelas coisas certas que não fiz. Pelas vontades que não persegui e pelas que persegui sem ter devido. Por todas as vezes que eu disse algo só por dizer. Por todas as vezes que eu falei algo só pela resposta. Por ter amado quem não me amava, por ter gostado de quem não gostava de mim. Por ter ocupado minha mente e meu tempo com quem não valia a pena. Por ter ignorado tanto minha mãe HAHA. Por ter feito coisas das quais sabia que me arrependeria. Por não ter tentado mais, errado menos, ter feito mais valer a pena. E acima de tudo, desculpas a mim, por não ter me dado a atenção, afeto e consideração devida. Refletindo, eu que perdi mais com relação a tudo que fiz. Eu que mais me perdi.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

- Bom dia.

É dia, já se vê lá fora o céu clareando e o sol que pensa em aparecer. É dia e é frio o vento que entra pela janela. É dia, o céu é turvo, o tempo é incerto. O dia tem tantas horas pra perdermos. As horas tanto tempo, tanto espaço, tanto pensar pra não saber. É dia, o sol já desponta em raios. Raios que não aquecem, raios que não colorem. É dia, e o dia não me obriga a despertar.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Conflitual

A natureza humana é controversa. Quando em paz, queremos conflito, novidade, inquietação. E quando temos turbulências inerentes à vida, ansiamos pelo que tanto não queríamos. É tanta discordância interna que me confunde... Agora, o senso do novo traz saudades do bem conhecido, do habitual, do antigo cotidiano. O engraçado é que, enquanto eu estava lá o vivendo, só conseguia pensar no futuro. Mas e quando o futuro vira agora, o que se faz? É tão estranho pensar que há tanto tempo quis estar aqui, e agora não sei o que quero. Acho que quero tranquilidade, tem tanta luta dentro de mim que me cansou. E isso porque acabamos de adentrar o mês...