Apesar de tanto tudo que se vê todo dia, que se sente passando pelas ruas, que se percebe no rosto das pessoas e até mesmo no balanço das árvores, há dias em que acordo com um vazio em mim para qual não sei se há preenchimento. É uma sensação estranha, é uma confusão interna, um muito nada que me toma por completo. Não sei ao certo de onde vem. Não dá aviso prévio, só incômodo profundo. É incrível, tem tantas palavras, tantos desenhos, tantas melodias, tanta felicidade e expressão de emoção e vida ao alcance da mão, e eu aqui, nesse vazio, sem ser parte disso. Só há, pra mim, agora, uma sombra de existência.
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