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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Funny how...

É engraçado como um dia se torna tão pouco na ausência de algo que tanto se quer. É insuportavelmente engraçado. É tão engraçado que chega a ser irritante, como uma daquelas piadas que você não quer mais ouvir. Como um daqueles silêncios estranhos depois das risadas. Como aquela pausa sem graça quando acaba o assunto. E é mais irritantemente engraçado ainda como tudo ganha graça apenas de ver aquela miniaturazinha, ou aquele nome estranho na minha janela. É tudo tão engraçado, e tão triste. É tudo uma grande piada de mau gosto. São sentimentos confusos e palavras inapropriadas para expressá-los. No fim, acho que só queria um tempo na comédia e na tristeza, só por um tempo. É engraçado como você sente falta da neutralidade, engraçado mesmo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Produção significativa

Um dia produtivo não pode ser assim catalogado pela quantidade de atividades que nele se realizaram. Produtividade, pra mim, excede quantitativamente a essa limitação. Num dia em que nada se faz e muito se pensa, muito se cria, muito se infinita, há tanta produção de sentimento, de pensamento... E tudo isso é tão significante, se não mais, do que uma ação. Do que muitas ações. Do que ir ao centro, do que fazer compras, do que falar mil palavras pra milhares de pessoas. Há tanta inspiração no silêncio, tanta vontade na cautela, tanto tudo no nada que conceitos se modificam. Um dia produtivo, pra mim, foi ficar no meu quarto e pensar, sentir e escrever. E, é claro, sentir aquele lindo pôr do sol e ver a cidade se acender. Sinto não ser preciso muito mais que isso.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Considere

É sempre complicado considerar alguém. Em primeiro lugar porque, no final, o que essa consideração verdadeiramente significa? E quanto dela é verdadeiramente retribuída? Pensando nisso, passa-se a tentar pesar o quanto o afeto por alguém pode afetar a sua vida, e como você é afetada por ele. Nem sempre vale a pena dispensar a uma pessoa tanto sem saber ao certo o que virá em troca. E para os que julgam isso como racionalização extrema, interesse ou egoísmo, tenho que dizer que na verdade, não passa de uma forma de autoproteção. Nunca é seguro se doar sem medida, assim como também não é saudável receber demais de qualquer pessoa. É sempre melhor manter tudo muito calmo, muito abstrato, muito evasivo, enquanto não se tem um posicionamento próprio ou alheio.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Eu Amo Escrever

Eu Amo Escrever... Tá aí um conto, pra quem quiser ler e votar :]

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Metamorfose

Inúmeras vezes, temos a sensação de que estamos perdidos. E inúmeras vezes também, é em meio a essa confusão e falta de direção que encontramos um caminho a seguir, uma determinação. Mas e quando nos achamos onde sempre quisemos estar, no ápice da realização pessoal... Quando nos deparamos frente a frente com um sonho real. E então, podemos nos perder? Será que na verdade a forma de encontrar nossa felicidade é aleatória, é apenas aceitar o que vem e fazer o máximo disso? Ou será que, na verdade, todo sonho é realmente mais bonito em nossa mente do que no plano real das coisas? Muitas pessoas passam a vida inteira buscando se descobrir, se definir, se achar. Mas quando você se acha, quem está lá é realmente quem você queria que estivesse? Enfim, a construção do ser, da vontade, da definição acaba sendo muito mais interessante do que o verbete final. Acho que prefiro ser uma metamorfose ambulante... Do manter sempre a mesma eu formada sobre tudo :]

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Vivendo, rs

É engraçado como a vida se faz, você passa pelos lugares, passa pelas pessoas, passa pelos momentos. Você cria situações, cria sentimentos, cria diferenças, cria conexões. E quando, um dia, o sol raia pela janela, você acorda e percebe que você inventou tudo. Cadê a realidade? Infelizmente, nem sempre é tão bem feita quanto a ilusão que temos guardados carinhosamente em nós. Na verdade, acaba que nós não temos papel nenhum na determinação das circunstâncias - apenas temos que viver e conviver com elas. Todo o resto não nos cabe, é encargo maior, é frustração sem tamanho, é desolação completa.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ausência:

Se sente de forma intensa. É um sentimento desconfortável, que remete a lembranças, construções de cenário, pensamentos. Lateja, no espaço que lhe é determinado. Gera uma dor, uma vontade de ser suprida, corrói, acomete quem a sente de uma terrível aflição. Geralmente sucede a uma presença ou um acontecimento marcante. É sofrido tolerá-la, e não só se sente fisicamente, mas também de palavras, gestos ou pensamentos. Contraria grandemente o princípio de afeição.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

É...

Eu não sei por que. Nem começo a imaginar, nem elaborar explicação. Tem coisas que acontecem do nada. Tem vontades que surgem, tem desejos que se constroem, sonhos que te vêm na cabeça na hora de dormir. E eu não sei explicar essas coisas... Não sei nem me explicar! Uma das maiores descobertas alheias a meu respeito é que as vezes nem eu mesma me entendo... Que dirá os outros, que me vêem de fora e nem ao menos imaginam o que se passa dentro de mim. Simplesmente há coisas que fazemos. Há coisas que eu faço. Coisas que eu quero fazer, e quero sem motivo, sem culpa, sem precedentes. Há coisas que simplesmente acontecem... E as pessoas precisam aprender a lidar com isso.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Back to black

Eu sei que é uma coisa muito patética se lamentar por alguém que você mal conhece ... Alguém que só recentemente tornou-se importante, que você ainda não exatamente como se sente a respeito de. Alguém que vive tão longe. Alguém muito mais alto, tão diferente, tão enfurecedor, às vezes rude e chato. Mas se esse alguém era apenas uma pessoa que tem tantos defeitos, por que ele significa alguma coisa? Acontece que alguém também tem uma voz tranquila, um abraço acomodatício, um beijo suave e um sorriso bonitinho. Alguém sabe como me fazer rir, sabe como me fazer raiva... Alguém é insuportável, mas também tão necessário. Presente quando distante. Querido em muitas horas vagas. Alguém é apenas alguém, mas poderia ser um. Poderia ser o que eu quero para agora, por mais de alguns minutos, por mais de algumas horas. Alguém poderia ser alguém que eu poderia realmente (talvez, possivelmente, não sei) vir a amar. Agora, isso é o que torna tudo não apenas patético, mas totalmente desesperador.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Spaces

O vazio das coisas preenche, muitas vezes, espaços vagos que nem conhecemos. Nos cantos do ser, há tanto nada que as vezes me perco. Me escondo dos muitos que há em minhas profundezas, fujo das verdades que não quero admitir. Tudo isso no vazio, no vago, na completa ausência de algo que se faça. Há tanto no meu nada que me confunde. Há tanta confusão que se faz em nada. As coisas, por si sós, são tão cheias de ideias e vida... Momentos, situações, cor. E o nada colore tudo de cinza. Enlouquece, amedronta. Mas, no final, tem tanto tudo de nada em mim que me entorpece e conforta.