quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Shadow of the day
Lá fora chove. Chove com força e vontade tamanha que se apaga toda a cidade em água e escuro e céu rosa cinzento. A chuva bate na janela, molha as árvores, ofusca as luzes que são meu norte pessoal. Nada se vê em definição, a tempestade é o melhor momento pra se fruir a falta de resolução exata. Quando o vento a traz, a chuva pede passagem, pede espaço, pede caminho que - mal sabe ela - eu deixo sempre reservado para a fastidiosidade da vida e dos pensamentos. Quando há tempestade e ambiguidade de pensamento, é porque ainda que haja todo um céu azul de tarde de primavera a resplandecer lá fora, dentro de mim há muito cinza, muitas nuvens, e um vento que quase sempre sopra do sul.
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