Talvez nem tudo seja, enfim, como deveria ser. Talvez conceito e prática nem sempre concordem plenamente... Talvez planejamento seja irrelevante. Pode ser que a espera, a expectativa, sejam apenas pretensões. Talvez o jeito certo de se fazer as coisas seja largar a esmo tudo o que queremos, e esperar da vida, de Deus, de nós mesmos, que se configure tudo sem que percebamos. Talvez o que você quer pode estar bem na sua frente. Talvez esteja tão escondido que você nunca acharia nem se soubesse onde procurar. De que importa o desespero diante da vastidão do universo? A pirraça é apenas o prefácio da conformação...
Talvez eu queira o que eu sei, talvez eu saiba o que eu queira. Mas e se não? Por que não querer o desconhecido? Conhecer o desconhecido, deixar tornar-se íntimo, deixar-se levar pelo desconhecido, deixar o desconhecido conquistar...
Por que não?
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