domingo, 2 de outubro de 2011
Cores
Há dias em que o nada é muito. É muito não pensar, muito não agir, muito não saber... O silêncio dói no corpo e a vastidão e incerteza doem na alma. Dias em que se evita lembrar ou querer ou tentar descobrir o que virá. Esses dias são só deles, momentos para vagar em existência e não para tentar ser vividos, horas de simplesmente se deixar perder... Pois assim como surgem, incomodam, atormentam, fazem-se em noite e aos poucos se dissipam, perdendo o sentido e a importância ao partirem. E no final, tornam-se apenas pinceladas fracas no desenho geral da vida. Ao olhar pra trás, o importante não será o dia cinza que te preencheu num mês avulso a não se sabe quanto tempo atrás. O que ficará é apenas a impressão de que se passou por dias brancos, pretos, cinzas e coloridos e que tudo isso é o que compõem o cenário geral - a aquarela da existência.
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