Não me atraem transmissões ondulares ou propagações radiofônicas, eu sou tão linear quanto a geometria, tão convencional quanto um quadrado, tão alfabética quanto a álgebra. Ou até mais.
A menina na janela. Ela olhava, enquanto o sol se escondia por trás dos prédios e levava com ele mais um dia, mais uma tarde de luz. Então, quando o céu ia se escurecendo, ela acendia. A cidade acendia, suas luzes tão distantes, uma por uma. E então havia toda uma galáxia abaixo e acima de sua janela, e ela não sabia pra onde olhar. A cidade acendia, e a menina irradiava.
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